domingo, 8 de maio de 2011

BULLYING:Como identificar os envolvidos?


Palestra no Colégio CER - Unidade da Taquara


COMPORTAMENTO DA VÍTIMA:

NA ESCOLA

Durante o recreio está freqüentemente isolado e separado do grupo, ou procura ficar próximo do professor ou de algum adulto;
Apresenta-se comumente com aspecto contrariado, triste, deprimido ou aflito;
Na sala de aula tem dificuldade em falar diante dos demais, mostrando-se inseguro ou ansioso;
Nos jogos em equipe é o último a ser escolhido;
Apresenta-se comumente com aspecto contrariado, triste, deprimido ou aflito;
Desleixo gradual nas tarefas escolares;
Apresenta ocasionalmente contusões, feridas, cortes, arranhões ou a roupa rasgada, de forma não-natural;
Falta às aulas com certa freqüência.

EM CASA

Apresenta, com freqüência, dores de cabeça, pouco apetite, dor de estômago, tonturas, sobretudo de manhã;
Muda o humor de maneira inesperada, apresentando explosões de irritação;
Regressa da escola com as roupas rasgada ou sujas e com o material escolar danificado;
Desleixo gradual nas tarefas escolares;
Apresenta aspecto contrariado, triste deprimido, aflito ou infeliz;
Apresenta contusões, feridas, cortes, arranhões ou estragos na roupa;
Apresenta desculpas para faltar às aulas;
Raramente possui amigos, ou se possui, são poucos os que compartilham seu tempo livre;
Pede dinheiro extra à família ou furta;
Apresenta gastos altos na cantina da escola.


COMPORTAMENTO DO AGRESSOR:

NA ESCOLA

Faz brincadeira ou gozações, além de rir de modo desdenhoso e hostil;
Coloca apelidos ou chama pelo nome e sobrenome dos colegas, de forma malsoante;
Insulta, menospreza, ridiculariza, difama;
Faz ameaças, dá ordens, domina e subjuga;
Incomoda, intimida, empurra, picha, bate, dá socos, pontapés, beliscões, puxa os cabelos, envolve-se em discussões e desentendimentos;
Pega materiais escolares, dinheiro, lanches e outros pertences dos outros colegas, sem consentimento.

EM CASA

Regressa da escola com as roupas amarrotadas e com ar de superioridade;
Apresenta atitude hostil, desafiante e agressiva com pais e irmãos, chegando a ponto de atemorizá-los sem levar em conta a idade ou a diferença de força física;
É habilidoso para sair-se bem em “situações difíceis”;
Exterioriza ou tenta exteriorizar sua autoridade sobre alguém;
Porta objetos ou dinheiro sem justificar sua origem.




“A auto-estima é uma sensibilidade desenvolvida na família e na escola, que tem a necessidade de um ambiente socializante para ser desenvolvida. Paralelamente, tem no autoconhecimento a fonte para seu aprimoramento”. (Ângela C. Marques,2008)

sábado, 12 de março de 2011

02 DE ABRIL DE 2011.

DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO.


Será um grande evento mundial em que governos, profissionais, familiares e quem for inteligente e sensível participará.
O Rio de Janeiro terá uma belíssima apresentação com o Cristo iluminado pela cor azul.




Convido à todos para participarem e conscientizarem seus familiares, amigos, adolescentes e crianças.
Veja maiores informações na revista: http://revistaautismo.com.br/#material

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE CRIADORA NA EDUCAÇÃO



"Nós vivemos entre dois mundos, ou seja, entre dois sistemas de percepção totalmente diferentes: percepção de coisas externas, por meio dos sentidos, e percepção de coisas internas, por meios de imagens do inconsciente".
C.G. Jung

Como a linguagem é limitada e racional, dificulta traduzir sentimentos e sensações em palavras o que proporciona filtrar aquilo que será dito, organizando as idéias, impedindo que o conteúdo mais importante seja tocado. A arte como meio de compreender o desenvolvimento entra como desbloqueadora, aproximando a pessoa da sensação e da emoção acessando conflitos não ditos e explicados pela linguagem verbal. Implica em usar o cérebro para alterar, renovar, encontrar respostas e soluções, experienciar novas formas de viver com mais criatividade, dando um novo sentido a vida.
As mudanças, à medida que a criança cresce e se desenvolve, são claramente visíveis em seus desenhos. Milhares de desenhos feitos por elas, jamais existirá dois que irão ser idênticos. Cada desenho reflete os sentimentos, a capacidade intelectual, o desenvolvimento físico, a acuidade perceptivo, o envolvimento criador, o gosto estético e até a evolução social do indivíduo.
A melhor descarga emocional na arte,está quando a criança retrata as coisas que são significativas e importantes para ela e quando ela própria aparece retratada.
Todo ajuste a uma nova situação implica flexibilidade – flexibilidade no pensamento, flexibilidade na imaginação e flexibilidade na ação.
Crianças que apresentam freqüentes repetições estereotipadas poderá haver uma dificuldade real na adaptação a novas circunstâncias.
A constante superproteção condiciona as crianças a confiarem noutras pessoas e a se refugiarem atrás dessa superproteção. Isto as priva não só da sua liberdade, mas também da sua capacidade para se adaptarem a novas situações.
A criança emocionalmente livre, desinibida, na expressão criadora, sente-se segura e confiante ao abordar qualquer problema que derive de suas experiências. Identifica-se, extritamente, com seus desenhos e tem liberdade para explorar e experimentar grande variedade de materiais.
A arte dá oportunidade a qualquer pessoa de desenvolver habilidades e despertar todo o seu potencial através da expressão artística com o uso de diversos materiais como pintura, recorte e colagem, desenhos, dança, modelagem, entre outros. Cada material atua de uma maneira em cada pessoa despertando emoções antes contidas, renovando o ser humano, fazendo surgir novas percepções a cerca de si mesmo e do mundo num processo contínuo de conhecimento. A arte trabalha essencialmente a emoção.

"(...) É por meio dessas manifestações expressivas que nos é dado penetrar no mundo interior dos psicóticos, mundo tão pouco acessível às abordagens lógico-discursivas. O terapeuta que verdadeiramente deseja entrar em contato com seu doente terá de aprender a decifrar as imagens que ele pinta ou modela, terá de aprender a ler sua expressão corporal, a captar as veladas expressões de suas tentativas de comunicação".
Nise da Silveira

Quando a criança adoece muito cedo, como ficam as famílias?



É grande o número de famílias que se desestruturam em decorrência da patologia da criança. O preconceito sempre surge diante do desconhecido. Muitas dessas crianças não se sentem dignas do amor dos pais, por não corresponderem ao ideal deles. E a maneira como a família lida com o problema tem grande influência na evolução do transtorno psiquiátrico da criança.
Por trás de todo distúrbio psiquiátrico, existem questões complexas como história de vida, educação, acontecimentos do acaso, cultura e aspectos sociais e econômicos que não podemos ignorar.
O prognóstico para crianças portadoras de problemas mentais graves, como o autismo e as psicoses infantis, é bastante delicado. Essas crianças tendem a serem pouco afetuosas, indiferentes ao contato humano, e têm dificuldades de comunicação. O tratamento busca torná-las mais bem adaptadas, mais independentes e auto-suficientes.
São várias as patologias mentais identificadas principalmente nas fases da infância e adolescência, como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), fobia escolar, síndrome de rett e deficiência mental. A mais comum é a depressão.
Os pais e profissionais que trabalham com crianças devem avaliar dificuldades no desenvolvimento, especialmente no que diz respeito a conquistas feitas ainda na primeira infância, como fixar o olhar, andar e falar. Problemas de aprendizagem e atenção também devem ser observados. E até a brincadeira. “Brincar é um sinal de saúde, tanto físico quanto psíquico. Se a criança não brinca, ou brinca pouco, algo está errado”.
O psiquiatra da UNIFESP, Raul Gorayeb, coordenador do CRIA (Centro de Referência da Infância e Adolescência) relata que muitas vezes o comportamento da criança é corrompido pela imaginação dos pais, quando não atendem as suas expectativas. O grande problema da sociedade é não tolerar variações. Em muitos casos, não ir bem à escola é um importante sinal de saúde mental. Precisa ser levado em conta e se todos os aspectos da vida da criança estão em harmonia e se ela é feliz.
É difícil os pais aceitarem que seus filhos possam ter algum tipo de problema. Mas quando temos pais que aceitam e buscam ajuda para resolver os problemas, encontramos grandes dificuldades na saúde pública: não temos profissionais de saúde habilitados a fazer esse tipo de diagnóstico e dar segmento a um tratamento eficaz. Nosso sistema de saúde, no que se refere ao atendimento psiquiátrico infantil, é ainda mais precário que aquele disponível ao adulto. Com a demora de um diagnóstico feito por um especialista, devido a isso tudo que já foi falado, a criança é a que mais sofre as conseqüências.

sábado, 13 de novembro de 2010

DISLEXIA



A dislexia é um distúrbio fonológico, na área da linguagem, uma imagem mental que o som tem e envolve rapidez e precisão no acesso ao léxico mental, na memória de trabalho fonológica e na consciência fonológica. A criança disléxica apresenta sérias dificuldades com a identificação dos símbolos gráficos no início da sua alfabetização, o que acarreta fracasso em outras áreas que dependem da leitura e da escrita. As principais dificuldades são a demora a aprender a falar; a fazer um laço; a reconhecer as horas; ao ato de pegar e chutar a bola; a pular corda; a escrever números e letras correspondentes; a ordenar as letras do alfabeto, os meses do ano e as sílabas de palavras compridas; a distinguir esquerda e direita; à dificuldade ao pronunciar palavras longas e a planejar e fazer redação.
Não se pode deixar de considerar que a criança disléxica é inteligente, mas que, por outro lado, fica angustiada devido à cobrança e, para dar conta, começa a querer adivinhar, tentando fazer uma compensação, como normalmente o indivíduo procura fazer em suas dificuldades.
Há, pelo menos, três tipos diferentes e observáveis de dislexia: fonética ou fonológica, diseidética ou visual e mista. De acordo com a maioria dos estudos, a dislexia fonética ou fonológica é representativamente a mais diagnosticada (Boder, 1973 apud Ciasca & Moura-Ribeiro, 2006).
Diante desse quadro, apesar da dislexia denotar disfunções de áreas corticais específicas, a primeira etapa a ser trabalhada durante o trabalho terapêutico é o estimulo da auto-estima. Visto que a dislexia representa uma interação entre a genética e o que é adquirido pela influência do ambiente, pois reflete a privação ambiental, os danos no sistema nervoso pós-natal, a oportunidade educacional inadequada, entre outros.
Neste caso, cabe destacar a importância da auto-estima, pois é uma sensibilidade desenvolvida na família e na escola, que tem a necessidade de um ambiente socializante para ser desenvolvida. Paralelamente, tem no autoconhecimento a fonte para seu aprimoramento. Com o aumento da auto-estima coadjuvando com o trabalho da fonoaudiologia, a criança passa obter a fluência da leitura, sendo a escrita a última etapa do trabalho.
Como todos os problemas de saúde mental que envolvem as dificuldades de aprendizagem, é fundamental que o parecer clínico e psiquiátrico seja precoce para que sejam descartadas as alterações visuais, auditivas e de retardo mental. Sendo assim, o próximo passo envolve uma avaliação fonoaudiológica que poderá realizar o diagnóstico com precisão.
A evolução do tratamento é fruto da interação dos programas fonoaudiológicos associados à psicoeducação, que envolve a família e a escola. Como por exemplo, introduzindo modificações concretas e dando condições de estimulação e apoio no cotidiano do indivíduo disléxico.

FONOAUDIÓLOGA SONIA MOREIRA (2423-5651)

DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM OU DISTÚRBIO DE APRENDIZAGEM?

Segundo Gimenez (2005), quando se estudam as dificuldades decorrentes do processo ensino-aprendizagem, contata-se a necessidade de compreender como os autores da literatura específica abordam o tema e registram as nomenclaturas em suas pesquisas.
Por essa razão, considera-se importante apresentar as diferentes nomenclaturas utilizadas pelos teóricos para mencionar o aluno que apresenta dificuldade de aprender. Uma vez que estas se mostram muito confusas e contraditórias.
A contradição entre as nomenclaturas também tem a ver com a própria evolução dos conceitos em relação ao processo mental (à inteligência), com a neurociência e a chegada da neuroimagem. Com essa evolução, surge um novo olhar sobre um mesmo problema.
Observa-se que, com a evolução da medicina e um novo olhar da educação, tornou-se possível verificar, por meio da neuroimagem, que a inteligência não é apenas um dado quantitativo. O que se confirma justamente pelo processo mental ser dinâmico. E, com isso, essa nova visão contribui para verificar a plasticidade da mente humana.
A partir de uma revisão na literatura específica sobre o tema, foram encontrados diversos termos utilizados pelos autores estudados, como: dificuldades de (ou na) aprendizagem, dificuldades escolares, problemas de (ou na) aprendizagem, distúrbios de aprendizagem e transtornos de aprendizagem. Assim, pode-se constatar que não há consenso entre a definição e a compreensão dos termos encontrados, apesar do assunto ser muito discutido e estudado entre os especialistas da área.
Como já observado, os termos citados acima são muitas vezes empregados inadequadamente. E na tentativa de uniformizá-los para permitir uma melhor comunicação entre os profissionais que atuam na área da aprendizagem e, assim, minimizar possíveis confusões, é necessário estabelecer o que cada um representa e também suas especificidades.

Principais Transtornos e características na infância e adolescência



TOD (Transtorno Desafiador Opositivo)- Comportamento desafiador marcante, desobediente, provocativo. Ausência de atos anti-sociais ou agressivos muito graves. Desafia a autoridade, não aceita limites e ordens, não trabalha em grupo, responsabiliza os outros por seu comportamento hostil, conhecido como pavio-curto (*).
TC (Transtorno de condulta)- Conduta anti-social, comportamento agressivo e perfil desafiador (violação dos direitos cívicos de outrem, depredação de suas propriedades, intimidação, crueldade com animais e pessoas, roubos, mentiras repetidas, cabular aula ou fugir de casa, alguns acessos de birra graves (*).
TDAH (Transtorno de Deficit de Atenção/Hiperatividade)- Principais sintomas: distração, impulsividade e hiperatividade (física e mental). Sintomas secundários: baixa auto-estima, baixa tolerância ao stress, demora excessiva para iniciar ou executar um trabalho, dependência química, depressões freqüentes, entre outros (***).
DI (Depressão Infantil)- É manifestada freqüentemente pela tristeza, falta de motivação, solidão e humor deprimido, irritável e instável. Produz dificuldades sociais e acadêmicas que comprometem o desenvolvimento e o funcionamento do indivíduo em suas relações interpessoais e sociais (*).
TBH (Transtorno Bipolar do Humor) - Condição grave que afeta a vida dos indivíduos acometidos. É conhecido como psicose afetiva por apresentar características como: mudanças súbitas de humor, auto-estima aumentada, hiper-sexualidade, mania de grandeza, pensamento e fala acelerados, inadequação comportamental, distração, agitação e inquietação, necessidade de ser o “centro das atenções”, irritabilidade, instabilidade emocional, agressividade e acessos de raiva (**).
TA (Transtornos de Ansiedade)- Sensações subjetivas de desconforto, inquietação, ansiedade que desencadeiam sintomas somáticos (sudorese, boca seca, taquicardia, nervosismo e outros) e outros transtornos, como obsessivo-compulsivo, ansiedade de separação, ansiedade generalizada, pânico, fobia social e mutismo seletivo (**).
TT (Transtornos de Tiques) - Movimento motor involuntário, rápido, recorrente e não rítmico, ou produção vocal. Há grande variedade. Tendem a ser irresistíveis e se apresentam em um tempo variado. Em ambos os casos, se classificam como simples e complexos (*).
RM (Retardo Mental)- Interrupção do desenvolvimento da mente. Apresenta dificuldades nas atividades globais: aptidões cognitivas, de linguagem, motoras e sociais (*).
Fontes: (*) CID-10 (1992);
(**) Marcelli & Cohen (2009);
(***) Silva (2003).